quinta-feira, 13 de junho de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
FIBROMIALGIA
O que é?
Fibromialgia caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica.
Quais os principais sintomas?
Os sintomas são dor generalizada ("dói tudo") e um ou mais dos seguintes:
| fadiga | |
| sono superficial e não reparador (desperta mais cansado do que quando deitou à noite) | |
| depressão psíquica | |
| ansiedade | |
| dor de cabeça (pode ser enxaqueca) | |
| dormência de mãos e pés | |
| dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia |
Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.
Caracteristicamente, os portadores de
fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os
problemas são dor e fadiga.
Como se desenvolve?
A causa e os mecanismos que provocam
fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma
evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior
prevalência em familiares.
Diminuição de serotonina e outros
neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e
podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos
músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia.
Qual a melhor forma de tratamento?
No tratamento, devem ser usados analgésicos;
não parece haver vantagem no uso de anti-inflamatórios ou cortisona em
caráter permanente.
São drogas obrigatórias os antidepressivos
tricíclicos (principalmente amitriptilina e ciclobenzaprina)que agem
sobre a serotonina no cérebro e têm efeito analgésico no sistema nervoso
central.
Condicionamento muscular orientado por
conhecedores da doença e seu entendimento pelos pacientes são
indispensáveis. Pacientes com manifestações psiquiátricas mais intensas
devem ter atendimento especializado.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Há outra doença associada?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias?
Problemas com obesidade?
Qual a importância de exercícios?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Baixe seu livro sobre fibromialgia
copie e cole no seu navegador .. http://www.lemeinstituto.com.br/livrook.html
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Será que eu tenho fibromialgia?
http://saude.abril.com.br/testes/teste_fibromialgia.shtml
O médico é o único que pode afirmar, com certeza, se o que está causando tanta dor pelo seu corpo é essa síndrome. Mas para chegar a essa conclusão ele se guia nas respostas de questões como as que aparecem no teste a seguir, elaborado pela reumatologista Evelyn Goldenberg, autora do livro O Coração sente, O Corpo dói (Ed. Atheneu).
Fonte: O Coração sente, O Corpo dói (Ed. Atheneu), de Evelyn Goldenberg, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo
O médico é o único que pode afirmar, com certeza, se o que está causando tanta dor pelo seu corpo é essa síndrome. Mas para chegar a essa conclusão ele se guia nas respostas de questões como as que aparecem no teste a seguir, elaborado pela reumatologista Evelyn Goldenberg, autora do livro O Coração sente, O Corpo dói (Ed. Atheneu).
Fonte: O Coração sente, O Corpo dói (Ed. Atheneu), de Evelyn Goldenberg, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
TREINAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA FIBROMIALGIA (FM)
Profa. Amélia Pasqual Marques
ROTEIRO:
Histórico
Conceito
Sintomas
Critérios diagnósticos
Dados demográficos
Etiopatogenia
Avaliação fisioterapêutica
Tratamento
Referências Bibliográficas
Classificação das doenças reumáticas: Achiles Cruz Filho, Clínica reumatológica, Rio de Janeiro, Guanabara, 1980.
1. Doenças do tecido conjuntivo aceitas como reumáticas
A. Articulares
1. inflamatórias
* febre reumática
* artrite reumatóide - adulto e criança
* espondilite anquilosante
2. degenerativas
* Osteoartrite ou artrose
* Sindrome do disco intervertebral
B. Não articulares
* Fibromialgia
* Sindrome dolorosa miofascial
* Tendinites
* Miosites
Histórico
As primeiras referências a quadros que lembram a fibromialgia foram de BALFOUR em 1824, e VALLEIX em 1841, que descreveram pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada (GOLDENBERG, 1987, apud MARTINEZ, 1998 ).
Em 1904 STOKMAN descreveu áreas musculares específicas e sensíveis à digito-pressão. O autor realizou biópsias dessa região e encontrou um processo inflamatório do tecido conjuntivo. No mesmo ano GOWERS, utilizou pela primeira vez o termo fibrosite que desde essa época vem sendo usado para uma variedade de entidades clínicas que envolvem as partes moles.
COLLINS (1940) definiu fibrosite como sendo um estado doloroso agudo, subagudo ou crônico dos músculos, tecido subcutâneo, ligamentos, tendões e aponeuroses (GRAHAM, 1956, apud MARTINEZ, 1998).
SMYTHE em 1977, restringiu o uso da palavra fibrosite à sintomatologia de pacientes que apresentavam dores musculoesqueléticas difusas acompanhadas de pontos dolorosos à digito-pressão, fadiga e distúrbios do sono (SMYTHE E MOLDOFSKY, 1977).
Em 1981 YUNUS et al. Propuseram o termo fibromialgia que vem sendo adotado pela maioria dos autores.
Conceito
Fibromialgia é uma sindrome dolorosa de etiopatogênia desconhecida, que acomete preferencialmente mulheres, sendo caracterizada por dores musculoesqueléticas difusas, sítios dolorosos específicos, associados freqüentemente a distúrbios do sono, fadiga, cefaléia crônica e distúrbios psíquicos e intestinais funcionais (Martinez, 1998).
Sintomas
Os sintomas incluem dores musculoesqueléticas difusas, distúrbios do sono, fadiga, rigidez matinal de curta duração, sensação de edema, parestesias, cefaléias crônica e síndrome do cólon irritável. Estes sintomas podem modificar-se de acordo com algumas condições moduladoras: alterações climáticas, grau de atividade física, estresse emocional, etc. Fazem parte dos sintomas dolorosos a alodínea (dor resultante de estímulo que não seria doloroso) e disestesias ( sensação desagradável que varia desde amortecimento até agulhadas sentida nas extremidades).
Critérios diagnósticos
Em 1990, o Colégio Americano de Reumatologia, tentando uma uniformização, publicou trabalho de seu Comitê Multicêntrico para Classificação da Fibromialgia que foi coordenado por WOLFE (1990), estabelecendo os seguintes critérios que devem estar presentes por um período mínimo de três meses:
* História de dor difusa
* Dor em 11 de 18 pontos dolorosos: (inserir figura com os tender points)
* Occipital
* Cervical baixa
* Trapézio
* Supraespinhoso
* Epicondilo lateral
* 2o espaço intercostal
* Glúteos
* Grande trocânter
* Joelhos
Além deste permanecem como critério diagnóstico os sintomas citados.
Neste mesmo trabalho fica abolido o termo Fibromialgia primária e secundária ficando apenas o termo FIBROMIALGIA.
Tender points X Trigger points
Pacientes com fibromialgia (FM) e com a síndrome de dor miofascial (SMF) tem aspectos comuns entre eles a dor musculoesquletica crônica. Em ambas as desordens, são propostos tratamentos para diminuir a dor e melhorar a função, porém as estratégias são diferentes.
Os trigger points são comuns na SMF e são tratados localmente com injeções, sprays e alongamento; técnicas de liberação miofasciais; alongamento e resistência e exercícios posturais específicos nas regiões envolvidas.
Os tender points são tratados com remédios sistêmicos incluindo medicação oral, alongamento global, condicionamento aeróbico e trabalho cognitivo-comportamental.
O que é tender point?
É uma área sensível no músculo, junção tendão músculo, coxim gorduroso ou região da bursa.
O que é trigger point?
É um local irritável, localizado em uma estrutura de tecido mole, mais freqüentemente o músculo, caracterizado por baixa resistência e pela alta sensibilidade em relação a outras áreas (Fisher, 1995a). Quando se pressiona esse ponto por 30 segundos com uma pressão moderada, surge uma dor referida. Para Teixeira (1995), o ponto constitui uma degeneração de fibras musculares, destruição de fibrilas musculares, aglomeração nuclear e infiltração gordurosa em áreas de degeneração muscular.
Um ponto é dito ativo quando é um foco de hiperirritabilidade sintomática no músculo ou fascia com padrão de dor referida (dor espontânea ou ao movimento, e bandas tensas). CONCLUIR
Dados demográficos
Há poucas informações disponíveis, e os citados pela literatura são anteriores a 1990 quando os critérios diagnósticos não estavam claros. A idade do início da doença é muito variável situando-se entre 12 e 55 anos, porém a média de idade de aparecimento dos sintomas está entre 40 e 55 anos. A literatura cita um predomínio na raça caucasiana e quanto ao sexo é predominantemente feminina.
Etiopatogenia
Atualmente são levantadas três hipóteses para explicação da fisiopatologia desta síndrome, que envolvem alterações nos sistemas musculoesquelético, neuroendócrino e sistema nervoso central.
Em virtude da dor muscular ser o sintoma primário da Fibromialgia, pensou-se no sistema musculoesquelético como originário da síndrome. De acordo com uma recente revisão bibliográfica de WEIGENT et al. (1998), a maioria dos estudos controlados sobre o tecido muscular de pacientes com Fibromialgia, não mostram forte evidência de que o defeito neste músculo possa ser a causa primária da síndrome. Contudo, alguns pesquisadores (FAMAEY et al.,1991; OLSEN e PARK,1998) sugerem que as alterações ou anormalidades bioquímicas dos músculos poderiam contribuir para os sintomas da Fibromialgia.
FAMAEY et al. (1991), em seu estudo, observaram um padrão de tetania latente e uma redução da habilidade de relaxamento do músculo, assim como um nível de cálcio sanguíneo reduzido nos pacientes com Fibromialgia.
OLSEN e PARK (1998) estudaram o metabolismo muscular de pacientes com Fibromialgia utilizando a espectroscopia de ressonância magnética P-31, que é uma técnica não-invasiva de determinação de quaisquer alterações dos metabólitos. Concluíram, em seu trabalho, que os pacientes fibromiálgicos, comparados aos indivíduos controles, apresentavam níveis significativamente mais baixos de fosfocreatina e adenosina-trifosfato, além de níveis significativamente mais altos de adenosina-difosfato, ambos indicativos de um estado anormal bioenergético. Outrossim, estes achados não estavam associados à evidência de inflamação, o que sugere que as anormalidades bioquímicas nos músculos de pacientes com Fibromialgia possam ter um papel no sintoma de fadiga.
Outra hipótese seria a existência de um distúrbio funcional do sistema neuroendócrino, que poderia contribuir para o desenvolvimento dos sintomas da Fibromialgia. Este distúrbio funcional seria caracterizado por uma perturbação da resposta ao estresse, causada por alteração dos padrões de liberação de corticotropina, tireotropina e hormônio de crescimento e, conseqüentemente, as anormalidades dos níveis hormonais contribuiriam para o espectro dos sintomas fibromiálgicos. Por exemplo, o hormônio de crescimento que parece estar reduzido na Fibromialgia (GRIEP et al., 1994), teria como significado clínico, uma baixa reparação tecidual muscular ao microtrauma e o aumento da transmissão nociceptiva das fibras nervosas periféricas aos neurônios do corno dorsal da medula espinhal.
Segundo GEEL (1994), as disfunções musculoesqueléticas poderiam ser secundárias a alterações centrais da modulação da dor e da fisiologia do sono, podendo sere precipitadas por estresse emocional em indivíduos predispostos geneticamente. Os recentes estudos nesta área voltam a atenção à serotonina, principalmente ao seu papel na modulação da dor, agindo como um neurotransmissor inibitório da liberação de substância P pelos neurônios aferentes, através de um estímulo periférico. Neste sentido, RUSSELL (1998) estudando o papel de neurotransmissores na Fibromialgia, constatou diminuição dos níveis de serotonina no soro sanguíneo de pacientes com Fibromialgia em comparação aos controles saudáveis, correlacionando-se com o número de tender points dos pacientes.
WEIGENT et al. (1998) defendem que os traumas físicos, eventos de estresse e agentes infecciosos poderiam contribuir para o aumento da transmissão nociceptiva em indivíduos geneticamente suscetíveis. O trauma físico estimularia diretamente os nociceptores periféricos que, através da liberação de citocinas, contribuiriam para o desenvolvimento do metabolismo de colágeno anormal nas terminações nervosas periféricas, assim como ao microtrauma muscular, resultando no aumento da transmissão nociceptiva. Todos estes fatores ambientais contribuiriam para a hiperexcitabilidade dos neurônios do corno dorsal da medula espinhal pela substância P e outros neuropeptídeos, tendo como ponto final os limiares de dor anormais e a dor difusa da Fibromialgia.
Além da terapia medicamentosa, a fisioterapia tem sido muito preconizada no tratamento da Fibromialgia (ATRA et al., 1993; DUNA, 1993; WILKE, 1995; ALARCÓN e BRADLEY, 1998). Dentre os recursos utilizados na fisioterapia para o tratamento da Fibromialgia estão a estimulação elétrica nervosa transcutânea, exercícios aeróbicos, relaxamento muscular, massagem e alongamento muscular.
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
Utiliza-se a história clínica onde são obtidos dados gerais do paciente e o exame físico.
Como o principal sintoma é a dor, é importante que esta seja avaliada inicialmente e acompanhada ao longo do tratamento
Um protocolo que temos usado no ambulatório de Fibromialgia é composto dos seguintes itens:
* Anamnese
* Avaliação da dor - escala analógica visual de dor, Questionário de dor da McGill e dolorimetria
* Avaliação da flexibilidade - Testes de Schober, Stibor e 3o dedo-chão
* Avaliação das cadeias musculares - Considerando as cinco cadeias musculares propostas por Souchard: respiratória, posterior, antero-interna da bacia, anterior do braço, antero-interna do ombro
* Avaliação do Impacto da Fibromialgia - Fibromyalgia Impac Measurement (FIC) e agora o SF-36, ambos avaliam a qualidade de vida do fibromiálgico.
TRATAMENTO
O tratamento é sempre proposto após realização de avaliação cuidadosa e procura-se preservar a globalidade. O objetivo do tratamento é:
* Eliminação da dor
* Restauração da amplitude de movimento e a flexibilidade
* Melhorar a qualidade de vida
* Promover trabalho educativo - Além disso é importante uma educação do paciente de modo a previnir e lidar com as possíveis crises e também bloquear os fatores perpetuantes ou precipitantes.
O que diz a literatura a respeito do tratamento fisioterapêutico:
Uma revisão de literatura feita no MEDLINE e LILACS entre 1980-1999 aponta quatro aspectos enfocados nas propostas de trabalhar aspectos que lembram a fisioterapia:
a) Programas de exercícios e treinamento físico: McCain (1986,1988); Bennet (1989);
Goldman (1991); van Denderen, (1992); Mengshoel (1992); Viitanen (1993); Nichols (1994); Marques (1994); Mannerkorpi (1994); Mengshoel (1995a, 1995b, 1995c); Martin (1996); Wigers (1996); Bennet (1996); Buckelew (1998). Os autores referem-se basicamente a exercícios de uma forma geral, bicicleta ergométrica, treinamenteo cardio-vascular, exercícios de flexibilidade, exercícios aeróbicos, alongamento e caminhada.
b) Uso de recursos terapêuticos: São poucos os trabalhos que utilizaram recursos fisioterapêuticos propriamente ditos e alguns utilizam técnicas alternativas.
* Thorsen (1991) - Laser;
* Haanen (1991) - hipnoterapia e fisioterapia
* Deluze (1992) - eletroacupuntura
* Gunther (1994) - banho hidrogalvânico e relaxamento
* Rothschild (1994) - hipnoterapia
* White (1995) - eletroacupuntura
* Rucco (1995) - relaxamento
* Bassan (1995) - (TENS)
* Pearl (1996) - campo eletromagnético - intensidade da luz
* Blunt (1997) - quiropraxia
* Sarnoch (1997) - biofeedback
* Stone (1997) - TENS, tração, massagem
* Gashu (1998) TENS
* Berman (1999) acupuntura
c) Programas educativos - São programas propostos para ensinar o fibromiálgico a lidar com a doença e a ênfase é dada nos programas cognito-comportamentais:
* Kogstad et al. (1991); Walco et al. (1992); Nielson et al. (1992), White et al.(1995); Vlaeyen et al. (1996); Goossens et al. (1996); Nicássio et al. (1997); Keel et al.( 1998); Singh et al. (1998) - cognitivo comportamental
* Kaplan et al. (1993) - meditação para reduzir o stress
* Burckhardt et al. (1994a, b, ); Burckhardt et al. (1996); Bjelle et al. (1996) - auto-manejamento
* Mengshoel et al. (1995) - ensinar as AVDs
* Strobel et al. (1998) - programa interdisciplinar
d) Programas que realizaram trabalhos visando diagnóstico diferencial, AVDs, FIQ, sintomas, trabalho e disfunção, custo, satisfação, etc)
* Bennet (1989); Henriksson et al. (1992); Hedin et al.(1995); Henriksson e Burckhardt (1996); Wigers (1996); Pioro-Boisset et al. (1996); Wolfe et al. (1997 a, b).
Tratamento fisioterapêutico
É proposto em função da sintomatologia apresentada
* Dor localizada (tender points) - laser, TENS, massoterapia
* Fadiga: programas de condicionamento físico
* Dores musculoesqueléticas difusas, cefaléia crônica, rigidez matinal, parestesias: exercícios globais e exercícios de alongamento.
Conclusão:
Os tender points são o principal discriminante da fibromialgia e o controle da sintomatologia e a melhora da qualidade devida, é o principal objetivo da fisioterapia.
Profa. Amélia Pasqual Marques
ROTEIRO:
Histórico
Conceito
Sintomas
Critérios diagnósticos
Dados demográficos
Etiopatogenia
Avaliação fisioterapêutica
Tratamento
Referências Bibliográficas
Classificação das doenças reumáticas: Achiles Cruz Filho, Clínica reumatológica, Rio de Janeiro, Guanabara, 1980.
1. Doenças do tecido conjuntivo aceitas como reumáticas
A. Articulares
1. inflamatórias
* febre reumática
* artrite reumatóide - adulto e criança
* espondilite anquilosante
2. degenerativas
* Osteoartrite ou artrose
* Sindrome do disco intervertebral
B. Não articulares
* Fibromialgia
* Sindrome dolorosa miofascial
* Tendinites
* Miosites
Histórico
As primeiras referências a quadros que lembram a fibromialgia foram de BALFOUR em 1824, e VALLEIX em 1841, que descreveram pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada (GOLDENBERG, 1987, apud MARTINEZ, 1998 ).
Em 1904 STOKMAN descreveu áreas musculares específicas e sensíveis à digito-pressão. O autor realizou biópsias dessa região e encontrou um processo inflamatório do tecido conjuntivo. No mesmo ano GOWERS, utilizou pela primeira vez o termo fibrosite que desde essa época vem sendo usado para uma variedade de entidades clínicas que envolvem as partes moles.
COLLINS (1940) definiu fibrosite como sendo um estado doloroso agudo, subagudo ou crônico dos músculos, tecido subcutâneo, ligamentos, tendões e aponeuroses (GRAHAM, 1956, apud MARTINEZ, 1998).
SMYTHE em 1977, restringiu o uso da palavra fibrosite à sintomatologia de pacientes que apresentavam dores musculoesqueléticas difusas acompanhadas de pontos dolorosos à digito-pressão, fadiga e distúrbios do sono (SMYTHE E MOLDOFSKY, 1977).
Em 1981 YUNUS et al. Propuseram o termo fibromialgia que vem sendo adotado pela maioria dos autores.
Conceito
Fibromialgia é uma sindrome dolorosa de etiopatogênia desconhecida, que acomete preferencialmente mulheres, sendo caracterizada por dores musculoesqueléticas difusas, sítios dolorosos específicos, associados freqüentemente a distúrbios do sono, fadiga, cefaléia crônica e distúrbios psíquicos e intestinais funcionais (Martinez, 1998).
Sintomas
Os sintomas incluem dores musculoesqueléticas difusas, distúrbios do sono, fadiga, rigidez matinal de curta duração, sensação de edema, parestesias, cefaléias crônica e síndrome do cólon irritável. Estes sintomas podem modificar-se de acordo com algumas condições moduladoras: alterações climáticas, grau de atividade física, estresse emocional, etc. Fazem parte dos sintomas dolorosos a alodínea (dor resultante de estímulo que não seria doloroso) e disestesias ( sensação desagradável que varia desde amortecimento até agulhadas sentida nas extremidades).
Critérios diagnósticos
Em 1990, o Colégio Americano de Reumatologia, tentando uma uniformização, publicou trabalho de seu Comitê Multicêntrico para Classificação da Fibromialgia que foi coordenado por WOLFE (1990), estabelecendo os seguintes critérios que devem estar presentes por um período mínimo de três meses:
* História de dor difusa
* Dor em 11 de 18 pontos dolorosos: (inserir figura com os tender points)
* Occipital
* Cervical baixa
* Trapézio
* Supraespinhoso
* Epicondilo lateral
* 2o espaço intercostal
* Glúteos
* Grande trocânter
* Joelhos
Além deste permanecem como critério diagnóstico os sintomas citados.
Neste mesmo trabalho fica abolido o termo Fibromialgia primária e secundária ficando apenas o termo FIBROMIALGIA.
Tender points X Trigger points
Pacientes com fibromialgia (FM) e com a síndrome de dor miofascial (SMF) tem aspectos comuns entre eles a dor musculoesquletica crônica. Em ambas as desordens, são propostos tratamentos para diminuir a dor e melhorar a função, porém as estratégias são diferentes.
Os trigger points são comuns na SMF e são tratados localmente com injeções, sprays e alongamento; técnicas de liberação miofasciais; alongamento e resistência e exercícios posturais específicos nas regiões envolvidas.
Os tender points são tratados com remédios sistêmicos incluindo medicação oral, alongamento global, condicionamento aeróbico e trabalho cognitivo-comportamental.
O que é tender point?
É uma área sensível no músculo, junção tendão músculo, coxim gorduroso ou região da bursa.
O que é trigger point?
É um local irritável, localizado em uma estrutura de tecido mole, mais freqüentemente o músculo, caracterizado por baixa resistência e pela alta sensibilidade em relação a outras áreas (Fisher, 1995a). Quando se pressiona esse ponto por 30 segundos com uma pressão moderada, surge uma dor referida. Para Teixeira (1995), o ponto constitui uma degeneração de fibras musculares, destruição de fibrilas musculares, aglomeração nuclear e infiltração gordurosa em áreas de degeneração muscular.
Um ponto é dito ativo quando é um foco de hiperirritabilidade sintomática no músculo ou fascia com padrão de dor referida (dor espontânea ou ao movimento, e bandas tensas). CONCLUIR
Dados demográficos
Há poucas informações disponíveis, e os citados pela literatura são anteriores a 1990 quando os critérios diagnósticos não estavam claros. A idade do início da doença é muito variável situando-se entre 12 e 55 anos, porém a média de idade de aparecimento dos sintomas está entre 40 e 55 anos. A literatura cita um predomínio na raça caucasiana e quanto ao sexo é predominantemente feminina.
Etiopatogenia
Atualmente são levantadas três hipóteses para explicação da fisiopatologia desta síndrome, que envolvem alterações nos sistemas musculoesquelético, neuroendócrino e sistema nervoso central.
Em virtude da dor muscular ser o sintoma primário da Fibromialgia, pensou-se no sistema musculoesquelético como originário da síndrome. De acordo com uma recente revisão bibliográfica de WEIGENT et al. (1998), a maioria dos estudos controlados sobre o tecido muscular de pacientes com Fibromialgia, não mostram forte evidência de que o defeito neste músculo possa ser a causa primária da síndrome. Contudo, alguns pesquisadores (FAMAEY et al.,1991; OLSEN e PARK,1998) sugerem que as alterações ou anormalidades bioquímicas dos músculos poderiam contribuir para os sintomas da Fibromialgia.
FAMAEY et al. (1991), em seu estudo, observaram um padrão de tetania latente e uma redução da habilidade de relaxamento do músculo, assim como um nível de cálcio sanguíneo reduzido nos pacientes com Fibromialgia.
OLSEN e PARK (1998) estudaram o metabolismo muscular de pacientes com Fibromialgia utilizando a espectroscopia de ressonância magnética P-31, que é uma técnica não-invasiva de determinação de quaisquer alterações dos metabólitos. Concluíram, em seu trabalho, que os pacientes fibromiálgicos, comparados aos indivíduos controles, apresentavam níveis significativamente mais baixos de fosfocreatina e adenosina-trifosfato, além de níveis significativamente mais altos de adenosina-difosfato, ambos indicativos de um estado anormal bioenergético. Outrossim, estes achados não estavam associados à evidência de inflamação, o que sugere que as anormalidades bioquímicas nos músculos de pacientes com Fibromialgia possam ter um papel no sintoma de fadiga.
Outra hipótese seria a existência de um distúrbio funcional do sistema neuroendócrino, que poderia contribuir para o desenvolvimento dos sintomas da Fibromialgia. Este distúrbio funcional seria caracterizado por uma perturbação da resposta ao estresse, causada por alteração dos padrões de liberação de corticotropina, tireotropina e hormônio de crescimento e, conseqüentemente, as anormalidades dos níveis hormonais contribuiriam para o espectro dos sintomas fibromiálgicos. Por exemplo, o hormônio de crescimento que parece estar reduzido na Fibromialgia (GRIEP et al., 1994), teria como significado clínico, uma baixa reparação tecidual muscular ao microtrauma e o aumento da transmissão nociceptiva das fibras nervosas periféricas aos neurônios do corno dorsal da medula espinhal.
Segundo GEEL (1994), as disfunções musculoesqueléticas poderiam ser secundárias a alterações centrais da modulação da dor e da fisiologia do sono, podendo sere precipitadas por estresse emocional em indivíduos predispostos geneticamente. Os recentes estudos nesta área voltam a atenção à serotonina, principalmente ao seu papel na modulação da dor, agindo como um neurotransmissor inibitório da liberação de substância P pelos neurônios aferentes, através de um estímulo periférico. Neste sentido, RUSSELL (1998) estudando o papel de neurotransmissores na Fibromialgia, constatou diminuição dos níveis de serotonina no soro sanguíneo de pacientes com Fibromialgia em comparação aos controles saudáveis, correlacionando-se com o número de tender points dos pacientes.
WEIGENT et al. (1998) defendem que os traumas físicos, eventos de estresse e agentes infecciosos poderiam contribuir para o aumento da transmissão nociceptiva em indivíduos geneticamente suscetíveis. O trauma físico estimularia diretamente os nociceptores periféricos que, através da liberação de citocinas, contribuiriam para o desenvolvimento do metabolismo de colágeno anormal nas terminações nervosas periféricas, assim como ao microtrauma muscular, resultando no aumento da transmissão nociceptiva. Todos estes fatores ambientais contribuiriam para a hiperexcitabilidade dos neurônios do corno dorsal da medula espinhal pela substância P e outros neuropeptídeos, tendo como ponto final os limiares de dor anormais e a dor difusa da Fibromialgia.
Além da terapia medicamentosa, a fisioterapia tem sido muito preconizada no tratamento da Fibromialgia (ATRA et al., 1993; DUNA, 1993; WILKE, 1995; ALARCÓN e BRADLEY, 1998). Dentre os recursos utilizados na fisioterapia para o tratamento da Fibromialgia estão a estimulação elétrica nervosa transcutânea, exercícios aeróbicos, relaxamento muscular, massagem e alongamento muscular.
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
Utiliza-se a história clínica onde são obtidos dados gerais do paciente e o exame físico.
Como o principal sintoma é a dor, é importante que esta seja avaliada inicialmente e acompanhada ao longo do tratamento
Um protocolo que temos usado no ambulatório de Fibromialgia é composto dos seguintes itens:
* Anamnese
* Avaliação da dor - escala analógica visual de dor, Questionário de dor da McGill e dolorimetria
* Avaliação da flexibilidade - Testes de Schober, Stibor e 3o dedo-chão
* Avaliação das cadeias musculares - Considerando as cinco cadeias musculares propostas por Souchard: respiratória, posterior, antero-interna da bacia, anterior do braço, antero-interna do ombro
* Avaliação do Impacto da Fibromialgia - Fibromyalgia Impac Measurement (FIC) e agora o SF-36, ambos avaliam a qualidade de vida do fibromiálgico.
TRATAMENTO
O tratamento é sempre proposto após realização de avaliação cuidadosa e procura-se preservar a globalidade. O objetivo do tratamento é:
* Eliminação da dor
* Restauração da amplitude de movimento e a flexibilidade
* Melhorar a qualidade de vida
* Promover trabalho educativo - Além disso é importante uma educação do paciente de modo a previnir e lidar com as possíveis crises e também bloquear os fatores perpetuantes ou precipitantes.
O que diz a literatura a respeito do tratamento fisioterapêutico:
Uma revisão de literatura feita no MEDLINE e LILACS entre 1980-1999 aponta quatro aspectos enfocados nas propostas de trabalhar aspectos que lembram a fisioterapia:
a) Programas de exercícios e treinamento físico: McCain (1986,1988); Bennet (1989);
Goldman (1991); van Denderen, (1992); Mengshoel (1992); Viitanen (1993); Nichols (1994); Marques (1994); Mannerkorpi (1994); Mengshoel (1995a, 1995b, 1995c); Martin (1996); Wigers (1996); Bennet (1996); Buckelew (1998). Os autores referem-se basicamente a exercícios de uma forma geral, bicicleta ergométrica, treinamenteo cardio-vascular, exercícios de flexibilidade, exercícios aeróbicos, alongamento e caminhada.
b) Uso de recursos terapêuticos: São poucos os trabalhos que utilizaram recursos fisioterapêuticos propriamente ditos e alguns utilizam técnicas alternativas.
* Thorsen (1991) - Laser;
* Haanen (1991) - hipnoterapia e fisioterapia
* Deluze (1992) - eletroacupuntura
* Gunther (1994) - banho hidrogalvânico e relaxamento
* Rothschild (1994) - hipnoterapia
* White (1995) - eletroacupuntura
* Rucco (1995) - relaxamento
* Bassan (1995) - (TENS)
* Pearl (1996) - campo eletromagnético - intensidade da luz
* Blunt (1997) - quiropraxia
* Sarnoch (1997) - biofeedback
* Stone (1997) - TENS, tração, massagem
* Gashu (1998) TENS
* Berman (1999) acupuntura
c) Programas educativos - São programas propostos para ensinar o fibromiálgico a lidar com a doença e a ênfase é dada nos programas cognito-comportamentais:
* Kogstad et al. (1991); Walco et al. (1992); Nielson et al. (1992), White et al.(1995); Vlaeyen et al. (1996); Goossens et al. (1996); Nicássio et al. (1997); Keel et al.( 1998); Singh et al. (1998) - cognitivo comportamental
* Kaplan et al. (1993) - meditação para reduzir o stress
* Burckhardt et al. (1994a, b, ); Burckhardt et al. (1996); Bjelle et al. (1996) - auto-manejamento
* Mengshoel et al. (1995) - ensinar as AVDs
* Strobel et al. (1998) - programa interdisciplinar
d) Programas que realizaram trabalhos visando diagnóstico diferencial, AVDs, FIQ, sintomas, trabalho e disfunção, custo, satisfação, etc)
* Bennet (1989); Henriksson et al. (1992); Hedin et al.(1995); Henriksson e Burckhardt (1996); Wigers (1996); Pioro-Boisset et al. (1996); Wolfe et al. (1997 a, b).
Tratamento fisioterapêutico
É proposto em função da sintomatologia apresentada
* Dor localizada (tender points) - laser, TENS, massoterapia
* Fadiga: programas de condicionamento físico
* Dores musculoesqueléticas difusas, cefaléia crônica, rigidez matinal, parestesias: exercícios globais e exercícios de alongamento.
Conclusão:
Os tender points são o principal discriminante da fibromialgia e o controle da sintomatologia e a melhora da qualidade devida, é o principal objetivo da fisioterapia.
sábado, 7 de agosto de 2010
pontos de dor da fibromialgia, já descobertos..
Ficaria muito técnica e monótona a descrição dos 538 pontos de dor nesta obra. Pretendemos, no futuro, escrever um outro livro, direcionado aos profissionais da área e então poderemos descrever detalhadamente cada ponto.
Podemos afirmar que praticamente todos os principais músculos do corpo humano têm o potencial de portar tais pontos, sendo que os maiores podem apresentar muito mais de um, assim como todas as articulações da coluna vertebral.
Mostraremos por área o número aproximado de pontos que são possíveis, tanto musculares como articulares:
ÁREAS CORPORAIS/PONTOS POSSÍVEIS
a- Cabeça e pescoço.................................. 102 pontos
b- Ombros, braços, torácica superior............ 94 pontos
c- Mãos, antebraços e cotovelos................... 58 pontos
d- Peito e abdômen....................................... 68 pontos
e- Torácica medial e baixa, quadril................ 76 pontos
f- Coxas, virilhas e joelhos............................. 62 pontos
g- Pernas e tornozelos................................... 38 pontos
h- Pés ............................................................ 40 pontos
TOTAL ......................................................... 538 pontos
Obs. Quanto mais pesquisamos e atendendo novos casos de Fibromialgia, descobrimos novos pontos. Por isso, os números acima não são definitivos, podendo aumentar.
Podemos afirmar que praticamente todos os principais músculos do corpo humano têm o potencial de portar tais pontos, sendo que os maiores podem apresentar muito mais de um, assim como todas as articulações da coluna vertebral.
Mostraremos por área o número aproximado de pontos que são possíveis, tanto musculares como articulares:
ÁREAS CORPORAIS/PONTOS POSSÍVEIS
a- Cabeça e pescoço.................................. 102 pontos
b- Ombros, braços, torácica superior............ 94 pontos
c- Mãos, antebraços e cotovelos................... 58 pontos
d- Peito e abdômen....................................... 68 pontos
e- Torácica medial e baixa, quadril................ 76 pontos
f- Coxas, virilhas e joelhos............................. 62 pontos
g- Pernas e tornozelos................................... 38 pontos
h- Pés ............................................................ 40 pontos
TOTAL ......................................................... 538 pontos
Obs. Quanto mais pesquisamos e atendendo novos casos de Fibromialgia, descobrimos novos pontos. Por isso, os números acima não são definitivos, podendo aumentar.
sábado, 31 de julho de 2010
Depressão ou Fibromialgia? Novas informações para o diagnóstico
Depressão ou Fibromialgia? Novas informações para o diagnóstico
Publicado no dia 02/03/2010 com o(s) assunto(s) Dores e Postura, Grupos Especiais, Saúde
Profa. Ms Gizele Monteiro
Uma excelente fonte de informação segue com o artigo postado pelo Prof. Wagner Dantas sobre um tema muito comum e importante na qualidade de vida e saúde: depressão e fibromialgia. As pesquisas mais recentes têm levado a mudança na opinião de vários médicos e profissionais que atendem na área da saúde. O site traz outras informações sobre o efeitos clínico do exercício.
Confira!
Por Prof. Wagner S. Dantas
Dados sobre a relação entre DEPRESSÃO e DOR foram divulgados no último Encontro Mundial da Associação Americana de Psiquiatria, realizado entre 24 e 26 de maio, em Atlanta.
Os psiquiatras agora reafirmam o que os reumatologistas anunciaram em 1990: “que dores vagas e difusas, cefaléia, insônia, dor nas costas, problemas digestivos, alterações no apetite, fadiga entre outros são sintomas incluídos na síndrome da fibromialgia”.
O nome não importa, mas um número crescente de médicos e pacientes estão se beneficiando com o tratamento com antidepressivos associados aos analgésicos.
Entretanto, a pesquisa revela que falta muito para identificar o diagnóstico adequado da depressão, por parte de médicos e pacientes em relação ao assunto, apontados pela pesquisa:
1)72% dos pacientes não sabiam que dores vagas ou difusas, de cabeça, nas costas ou mesmo distúrbios gastrintestinais também eram sintomas da doença.
2) Somente 38% dos médicos acreditam que as dores físicas são sempre ou na maioria das vezes um sintoma da depressão ou fibromialgia.
3 ) 30% dos pacientes apresentam os sintomas físicos dolorosos por mais de 5 anos antes de receberem diagnóstico apropriado. Além disso, chegam a procurar um médico cerca de 5 vezes até ser constatado o quadro depressivo.
Atualmente, no mundo, cerca de 340 milhões de pessoas têm o diagnóstico de depressão, porém uma parcela pequena tem a depressão com dor que se constitue na fibromialgia
A depressão interfere na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis. Tem como uma de suas causas uma disfunção no sistema nervoso central , resultando em um desequilíbrio nas concentrações de serotonina e noradrenalina, em conjunto ou separadamente. Estes dois neurotransmissores têm um papel muito importante no aparecimento e equilíbrio das emoções assim como na percepção de estímulos dolorosos relacionados à depressão e, portanto, aos sintomas físicos e emocionais mencionados anteriormente.
Sabe-se que há sintomas mais relacionados ao desequilíbrio da serotonina e outros ao da noradrenalina. Os antidepressivos com ação dupla cumprem esse papel e dentre eles, o mais recente é a duloxetina cujo mecanismo de ação caracteriza-se pela atuação sobre esses dois neurotransmissores de forma balanceada e potente.
Fonte: Associação Americana de Psiquiatria
EXERCÍCIOS FÍSICOS TÊM SIDO UTILIZADO COMO UM DOS MEIOS DE MELHORAR OS QUADROS DE DEPRESSÃO, STRESS E TAMBÉM A FIBROMIALGIA.
“Procure um profissional especializado em exercícios nessas doenças para atendê-lo.”
Posts Relacionados
* Personal Training para Grupos Especiais - CURSO
* Personal Training para Idosos
* Exercício no combate à osteoporose
* Automassagem alivia dor nas costas
Publicado no dia 02/03/2010 com o(s) assunto(s) Dores e Postura, Grupos Especiais, Saúde
Profa. Ms Gizele Monteiro
Uma excelente fonte de informação segue com o artigo postado pelo Prof. Wagner Dantas sobre um tema muito comum e importante na qualidade de vida e saúde: depressão e fibromialgia. As pesquisas mais recentes têm levado a mudança na opinião de vários médicos e profissionais que atendem na área da saúde. O site traz outras informações sobre o efeitos clínico do exercício.
Confira!
Por Prof. Wagner S. Dantas
Dados sobre a relação entre DEPRESSÃO e DOR foram divulgados no último Encontro Mundial da Associação Americana de Psiquiatria, realizado entre 24 e 26 de maio, em Atlanta.
Os psiquiatras agora reafirmam o que os reumatologistas anunciaram em 1990: “que dores vagas e difusas, cefaléia, insônia, dor nas costas, problemas digestivos, alterações no apetite, fadiga entre outros são sintomas incluídos na síndrome da fibromialgia”.
O nome não importa, mas um número crescente de médicos e pacientes estão se beneficiando com o tratamento com antidepressivos associados aos analgésicos.
Entretanto, a pesquisa revela que falta muito para identificar o diagnóstico adequado da depressão, por parte de médicos e pacientes em relação ao assunto, apontados pela pesquisa:
1)72% dos pacientes não sabiam que dores vagas ou difusas, de cabeça, nas costas ou mesmo distúrbios gastrintestinais também eram sintomas da doença.
2) Somente 38% dos médicos acreditam que as dores físicas são sempre ou na maioria das vezes um sintoma da depressão ou fibromialgia.
3 ) 30% dos pacientes apresentam os sintomas físicos dolorosos por mais de 5 anos antes de receberem diagnóstico apropriado. Além disso, chegam a procurar um médico cerca de 5 vezes até ser constatado o quadro depressivo.
Atualmente, no mundo, cerca de 340 milhões de pessoas têm o diagnóstico de depressão, porém uma parcela pequena tem a depressão com dor que se constitue na fibromialgia
A depressão interfere na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis. Tem como uma de suas causas uma disfunção no sistema nervoso central , resultando em um desequilíbrio nas concentrações de serotonina e noradrenalina, em conjunto ou separadamente. Estes dois neurotransmissores têm um papel muito importante no aparecimento e equilíbrio das emoções assim como na percepção de estímulos dolorosos relacionados à depressão e, portanto, aos sintomas físicos e emocionais mencionados anteriormente.
Sabe-se que há sintomas mais relacionados ao desequilíbrio da serotonina e outros ao da noradrenalina. Os antidepressivos com ação dupla cumprem esse papel e dentre eles, o mais recente é a duloxetina cujo mecanismo de ação caracteriza-se pela atuação sobre esses dois neurotransmissores de forma balanceada e potente.
Fonte: Associação Americana de Psiquiatria
EXERCÍCIOS FÍSICOS TÊM SIDO UTILIZADO COMO UM DOS MEIOS DE MELHORAR OS QUADROS DE DEPRESSÃO, STRESS E TAMBÉM A FIBROMIALGIA.
“Procure um profissional especializado em exercícios nessas doenças para atendê-lo.”
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Saúde e Atualidades
Conexão Alimentação, Beleza e Saúde: Novas descobertas levam a mudanças na pirâmide alimentar.
A beleza do corpo sempre esteve ligada à alimentação e ao estilo de vida que se leva. Em 1992, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) criou um modelo alimentar cujo objetivo é orientar como deve ser uma alimentação saudável e equilibrada.
Este modelo, mais conhecido como Pirâmide Alimentar, tem algumas metas. A principal delas é estabelecer um consumo variado de alimentos, com a ingestão menor de gorduras saturadas e colesterol, o maior consumo de frutas, verduras, legumes e grãos além, da ingestão moderada de açúcar, sal e bebidas alcoólicas.
A pirâmide, no entanto, não sofre uma atualização desde sua criação. E isso fez com que médicos da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA) apresentassem uma nova proposta onde atestam novas descobertas. Seguindo essa nova estrutura, é possível manter o peso estável ou até perder alguns quilinhos.
Se antes, a base da pirâmide era composta por carboidratos com alto índice glicêmico, como massas e pães feitos com farinha branca, causadores do aumento de açúcar no sangue, agora é ocupada pela atividade física.
O 1º andar ficou destinado aos carboidratos complexos, que são ricos em fibras e ajudam a controlar os níveis de glicose no organismo, além de combater o colesterol e não provocar sensação de fome. Os simples, de alto nível glicêmico, portanto, estão entre os que devem ser consumidos com bastante moderação. O azeite de oliva também deixa o topo da antiga formação e, por atuar eficazmente no combate às doenças cardiovasculares, cai para o 1ª andar da pirâmide.
Outra mudança está na recomendação de uma taça de vinho diariamente. Diante desta nova modalidade, vale consultar uma nutricionista e fazer um cardápio adequado ao seu perfil e estilo de vida.
Fonte: BemStar
A beleza do corpo sempre esteve ligada à alimentação e ao estilo de vida que se leva. Em 1992, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) criou um modelo alimentar cujo objetivo é orientar como deve ser uma alimentação saudável e equilibrada.
Este modelo, mais conhecido como Pirâmide Alimentar, tem algumas metas. A principal delas é estabelecer um consumo variado de alimentos, com a ingestão menor de gorduras saturadas e colesterol, o maior consumo de frutas, verduras, legumes e grãos além, da ingestão moderada de açúcar, sal e bebidas alcoólicas.
A pirâmide, no entanto, não sofre uma atualização desde sua criação. E isso fez com que médicos da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA) apresentassem uma nova proposta onde atestam novas descobertas. Seguindo essa nova estrutura, é possível manter o peso estável ou até perder alguns quilinhos.
Se antes, a base da pirâmide era composta por carboidratos com alto índice glicêmico, como massas e pães feitos com farinha branca, causadores do aumento de açúcar no sangue, agora é ocupada pela atividade física.
O 1º andar ficou destinado aos carboidratos complexos, que são ricos em fibras e ajudam a controlar os níveis de glicose no organismo, além de combater o colesterol e não provocar sensação de fome. Os simples, de alto nível glicêmico, portanto, estão entre os que devem ser consumidos com bastante moderação. O azeite de oliva também deixa o topo da antiga formação e, por atuar eficazmente no combate às doenças cardiovasculares, cai para o 1ª andar da pirâmide.
Outra mudança está na recomendação de uma taça de vinho diariamente. Diante desta nova modalidade, vale consultar uma nutricionista e fazer um cardápio adequado ao seu perfil e estilo de vida.
Fonte: BemStar
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Pedro Póvoa
Graduando em Educação Física no Centro Universitário Plínio Leite
Niterói/RJ - 2006
- "Mas Doutor, o senhor me manda fazer exercício físico, eu não agüento nem andar! Quanto mais correr, nadar"...
Qual médico que nunca ouviu essa frase? Qual profissional de educação física ou fisioterapeuta que nunca vivenciou esse drama?
Nos últimos 20 anos fomos capazes de observar novos inventos tecnológicos, descobertas científicas e avanços da medicina, porém, junto com eles vieram novas doenças, doenças ainda desconhecidas por origem, prognóstico, tratamentos e cura. A fibromialgia é uma doença que afeta hoje cerca de 5% da população mundial, acometendo principal-mente mulheres sedentárias, acima de 40 anos e pessoas de cor clara, caracterizando-se por dores agudas e crônicas, fadiga, distúrbios do sono, entre outros sintomas. O termo fibromialgia vem do latim fibro (tecido fibroso, ligamentos, tendões), do grego mia (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), ou seja, condição de dor proveniente de músculos, tendões e ligamentos.
"Não são muito claros os mecanismos de desenvolvimento da Fibromialgia, mas os achados laboratoriais são bem expressivos, pois apontaram atrofia das fibras musculares tipo II, edema focal, alterações mitocôndriais, diminuição das concentrações de glicogênio e hipóxia das fibras musculares causadas por alterações da microcirculação (Yunus e Kalian - Raman, 1989; Bengtsson e Henriksson, 1989)."
Os portadores de tal síndrome normalmente apresentam dificuldade em relacionar a localização da dor, se é muscular, articular, nos ossos, e muitas vezes quando perguntado pelo médico o local da dor, escuta-se "Doutor, dói tudo"! Por vezes essas reclamações são consideradas como distúrbios emocionais por alguns profissionais por dois motivos: 1. desconhecimento da doença e 2. pela doença até o presente momento não obter nenhum exame laboratorial que indicaria tal patologia e justificaria tais sintomas.
A fibromialgia é uma doença real, com dores reais, não possuindo apenas caráter psíquico (apesar de por vezes iniciar-se com um quadro de depressão ou vir a desenvolver tal quadro com a doença) e, se não tratada adequadamente, pode causar uma significativa queda na qualidade de vida de seu portador. Ainda não tem cura e quando diagnosticada por exame clínico, o tratamento é normalmente farmacológico (antidepressivos, analgé-sicos, miorrelaxantes e etc), sono de qualidade e exercícios aeróbios. Os remédios têm o objetivo de amenizar os sintomas e promover o bem estar dos pacientes, permitindo-os que executem atividades físicas regulares que são fundamentais no tratamento da patologia.
Durante a solicitação de trabalho físico podemos perceber que os portadores da doença têm músculos fracos e que fadigam com facilidade, sendo indicados exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e flexibilidade associados a exercícios aeróbios, ambos iniciando gradativamente e se possível numa intensidade que não gere ou gere dor suportável, onde a intensidade do exercício é aumentada progressivamente com o passar da adaptação fisiológica ao treinamento respeitando o limiar de dor da pessoa.
O exercício físico aeróbio é normalmente mais indicado que o anaeróbio em pessoas com fibromialgia, pois o primeiro libera potencialmente mais endorfinas, hormônio este que quando presente em "boas doses" no organismo permite-nos uma sensação de prazer, bem estar, euforia e até mesmo analgesia.
Na fibromialgia não existe uma melhor modalidade esportiva, e respeitando o princípio da individualidade biológica, caracterizando que cada portador é diferente de outro portador e que os mesmos são também diferentes das pessoas não-portadoras, a melhor modalidade de exercício é aquela a qual o indivíduo sente mais prazer durante e após a realização, seja ela caminhada, corrida, natação ou outra. O que importa e tem valor inestimável é ouvir do aluno ou cliente: -"Realmente está funcionando, me sinto muito melhor"!
Referências:
Adamas, N.& Sim, Julius. Rehabilitation approaches in fibromyalgia. Disability and Rehabilitation, June 2005, 27(12): 711-723
Richards, S.C.M., Scott D.L. Prescribed exercice in people with fibromyalgia: parallel group randomised controlled trial. BMJ July 2002; 325: 1-4.
Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. 10 de Agosto de 2006.
Graduando em Educação Física no Centro Universitário Plínio Leite
Niterói/RJ - 2006
- "Mas Doutor, o senhor me manda fazer exercício físico, eu não agüento nem andar! Quanto mais correr, nadar"...
Qual médico que nunca ouviu essa frase? Qual profissional de educação física ou fisioterapeuta que nunca vivenciou esse drama?
Nos últimos 20 anos fomos capazes de observar novos inventos tecnológicos, descobertas científicas e avanços da medicina, porém, junto com eles vieram novas doenças, doenças ainda desconhecidas por origem, prognóstico, tratamentos e cura. A fibromialgia é uma doença que afeta hoje cerca de 5% da população mundial, acometendo principal-mente mulheres sedentárias, acima de 40 anos e pessoas de cor clara, caracterizando-se por dores agudas e crônicas, fadiga, distúrbios do sono, entre outros sintomas. O termo fibromialgia vem do latim fibro (tecido fibroso, ligamentos, tendões), do grego mia (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), ou seja, condição de dor proveniente de músculos, tendões e ligamentos.
"Não são muito claros os mecanismos de desenvolvimento da Fibromialgia, mas os achados laboratoriais são bem expressivos, pois apontaram atrofia das fibras musculares tipo II, edema focal, alterações mitocôndriais, diminuição das concentrações de glicogênio e hipóxia das fibras musculares causadas por alterações da microcirculação (Yunus e Kalian - Raman, 1989; Bengtsson e Henriksson, 1989)."
Os portadores de tal síndrome normalmente apresentam dificuldade em relacionar a localização da dor, se é muscular, articular, nos ossos, e muitas vezes quando perguntado pelo médico o local da dor, escuta-se "Doutor, dói tudo"! Por vezes essas reclamações são consideradas como distúrbios emocionais por alguns profissionais por dois motivos: 1. desconhecimento da doença e 2. pela doença até o presente momento não obter nenhum exame laboratorial que indicaria tal patologia e justificaria tais sintomas.
A fibromialgia é uma doença real, com dores reais, não possuindo apenas caráter psíquico (apesar de por vezes iniciar-se com um quadro de depressão ou vir a desenvolver tal quadro com a doença) e, se não tratada adequadamente, pode causar uma significativa queda na qualidade de vida de seu portador. Ainda não tem cura e quando diagnosticada por exame clínico, o tratamento é normalmente farmacológico (antidepressivos, analgé-sicos, miorrelaxantes e etc), sono de qualidade e exercícios aeróbios. Os remédios têm o objetivo de amenizar os sintomas e promover o bem estar dos pacientes, permitindo-os que executem atividades físicas regulares que são fundamentais no tratamento da patologia.
Durante a solicitação de trabalho físico podemos perceber que os portadores da doença têm músculos fracos e que fadigam com facilidade, sendo indicados exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e flexibilidade associados a exercícios aeróbios, ambos iniciando gradativamente e se possível numa intensidade que não gere ou gere dor suportável, onde a intensidade do exercício é aumentada progressivamente com o passar da adaptação fisiológica ao treinamento respeitando o limiar de dor da pessoa.
O exercício físico aeróbio é normalmente mais indicado que o anaeróbio em pessoas com fibromialgia, pois o primeiro libera potencialmente mais endorfinas, hormônio este que quando presente em "boas doses" no organismo permite-nos uma sensação de prazer, bem estar, euforia e até mesmo analgesia.
Na fibromialgia não existe uma melhor modalidade esportiva, e respeitando o princípio da individualidade biológica, caracterizando que cada portador é diferente de outro portador e que os mesmos são também diferentes das pessoas não-portadoras, a melhor modalidade de exercício é aquela a qual o indivíduo sente mais prazer durante e após a realização, seja ela caminhada, corrida, natação ou outra. O que importa e tem valor inestimável é ouvir do aluno ou cliente: -"Realmente está funcionando, me sinto muito melhor"!
Referências:
Adamas, N.& Sim, Julius. Rehabilitation approaches in fibromyalgia. Disability and Rehabilitation, June 2005, 27(12): 711-723
Richards, S.C.M., Scott D.L. Prescribed exercice in people with fibromyalgia: parallel group randomised controlled trial. BMJ July 2002; 325: 1-4.
Copyright © 2006 Bibliomed, Inc. 10 de Agosto de 2006.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Estudo sobre fibromialgia diz que dor não é só emocional
Dores difusas, crônicas e muitas vezes incapacitantes são o principal sintoma da fibromialgia, uma síndrome freqüentemente confundida com artrite e sobre a qual há muita controvérsia.
Pesquisadores da Universidade de Michigan parecem ter colocado um ponto final num antigo debate em que um dos lados argumentava que os sintomas dolorosos seriam manifestações de caráter puramente emocional, sem alterações orgânicas subjacentes. "A dor da fibromialgia é real", afirma Richard Harris, autor de uma revisão, publicada na Current Pain and Headache Reports, que compila os estudos recentes sobre a fisiopatologia, a neurobiologia e a genética dessa condição.
Segundo ele, há quantidade suficiente de evidências que mostram que a fibromialgia é caracterizada por um limiar mais baixo da dor, associado a fatores genéticos que tornam algumas pessoas mais suscetíveis ao problema. A fibromialgia afeta cerca de 4% da população (a maioria mulheres), corresponde a até 20% dos pacientes na clínica reumatológica e é mais comum entre pessoas com nível social mais alto.
Um dos estudos citados na revisão foi feito pelo próprio Harris e revelou diferenças entre o cérebro de pacientes com fibromialgia e o de pessoas saudáveis por meio de ressonância magnética funcional e tomografia por emissão de pósitrons. "Nos pacientes, as estruturas que codificam e transmitem os sinais de dor estavam hiperativas", diz o pesquisador. Outro estudo, publicado na Science em 2003, mostrou pequenas variações no gene que codifica uma enzima chamada Comt, cuja atividade está ligada a emoções relacionadas à dor e à tolerância aos estímulos dolorosos. Outro estudo demonstrou que mutações nesse gene favorecem o desenvolvimento de um distúrbio na articulação da mandíbula, condição comum em quem tem fibromialgia.
Se a revisão dos pesquisadores salienta detalhes neurobiológicos, eles não negam, porém, que aspectos emocionais desempenhem algum papel. Os reumatologistas estão habituados a casos em que o problema é deflagrado por traumas físicos ou psíquicos. Por outro lado, é comum a fibromialgia vir acompanhada de alterações de humor, o que agrava ainda mais o quadro de dor.
Fonte: Revista Mente e Cérebro (on line)
Edição: A.C.L
24.01.2007
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
benefÍcios da atividade fÍsica para a fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética (músculos, tendões e ligamentos), ou seja, dor pelo corpo todo e com múltiplos pontos dolorosos à palpação
Envolve inúmeras manifestações clínicas como indisposição, fadiga, dor, distúrbios do sono, depressão e ansiedade. Pessoas com quadro de fibromialgia provavelmente terão sua vida social abalada, o trabalho prejudicado e qualidade de vida deficiente.
Sintomas da doença incluem alterações de humor e diminuição da atividade física, o que acaba agravando o quadro de dor. A população mais atingida são mulheres de 30 a 50 anos, embora crianças e adultos também possam apresentar fibromialgia.
A atividade física é o ponto alto no
tratamento contra a fibromialgia, sendo assim, pessoas portadoras dessa doença não podem se dar ao luxo de não se exercitar. A atividade física promove um relaxamento nos locais afetados, bem como uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida.

“A caminhada é a atividade física mais indicada pois com ela consegue-se o que é necessário para amenizar a dor e ganhar confiança no dia a dia”
Exercícios de relaxamento e alongamento são importantíssimos bem como a postura correta no trabalho, em repouso, nas atividades de lazer e o condicionamento físico para fortalecer o sistema cardiovascular, elevando assim a capacidade respiratória e aumentando a musculatura e a força.
Esse condicionamento é obtido através de um treinamento progressivo em que a carga de esforço cresce de acordo com a capacidade cardiovascular de cada pessoa, o que favorece a mobilidade de grupos musculares que se encontram em contração prolongada, promove o alongamento dos tendões e melhora o equilíbrio durante a caminhada, fazendo com que a pessoa se sinta melhor e mais saudável.
Os exercícios devem ser iniciados lentamente, respeitando o limite de cada pessoa e depois devem ser aumentados gradativamente até cerca de 30 minutos. Nem sempre o resultado é imediato, podendo levar até 1 ano para se obter os benefícios, por isso
deve-se começar o quanto antes. Esses exercícios devem ser realizados sempre pela manhã, prevenindo-se contra a sobrecarga e esforços repetitivos durante o dia todo.
As atividades aquáticas como a natação e a hidroginástica devem ser realizadas sempre em piscina aquecida, pois a água fria contrai ainda mais a musculatura causando mais dor. A caminhada é a atividade física mais indicada pois com ela consegue-se o que é necessário para amenizar a dor e ganhar confiança no dia a dia.
Aqueça-se antes de iniciar sua atividade física para que haja uma melhora no aporte sanguíneo para os músculos e tendões, adequando a freqüência cardíaca e respiratória. Com isso ocorre melhora na resistência física para os exercícios ou mesmo para as atividades diárias, que são o mais importante.
Os alongamentos vem depois para promover o equilíbrio, coordenação motora e amenizar a dor. Os exercícios de resistência são importantes para o condicionamento cardiovascular, controle de peso e fortalecimento muscular. E por fim o relaxamento tem sua vital importância, pois visam desacelerar o organismo para retornar à sua rotina.
Fazer exercícios físicos é uma medida saudável e importante para o portador dessa doença e seus benefícios são comprovados, então comece hoje mesmo! O início é sempre um desafio à vencer!
A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética (músculos, tendões e ligamentos), ou seja, dor pelo corpo todo e com múltiplos pontos dolorosos à palpação
Envolve inúmeras manifestações clínicas como indisposição, fadiga, dor, distúrbios do sono, depressão e ansiedade. Pessoas com quadro de fibromialgia provavelmente terão sua vida social abalada, o trabalho prejudicado e qualidade de vida deficiente.
Sintomas da doença incluem alterações de humor e diminuição da atividade física, o que acaba agravando o quadro de dor. A população mais atingida são mulheres de 30 a 50 anos, embora crianças e adultos também possam apresentar fibromialgia.
A atividade física é o ponto alto no
tratamento contra a fibromialgia, sendo assim, pessoas portadoras dessa doença não podem se dar ao luxo de não se exercitar. A atividade física promove um relaxamento nos locais afetados, bem como uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida.

“A caminhada é a atividade física mais indicada pois com ela consegue-se o que é necessário para amenizar a dor e ganhar confiança no dia a dia”
Exercícios de relaxamento e alongamento são importantíssimos bem como a postura correta no trabalho, em repouso, nas atividades de lazer e o condicionamento físico para fortalecer o sistema cardiovascular, elevando assim a capacidade respiratória e aumentando a musculatura e a força.
Esse condicionamento é obtido através de um treinamento progressivo em que a carga de esforço cresce de acordo com a capacidade cardiovascular de cada pessoa, o que favorece a mobilidade de grupos musculares que se encontram em contração prolongada, promove o alongamento dos tendões e melhora o equilíbrio durante a caminhada, fazendo com que a pessoa se sinta melhor e mais saudável.
Os exercícios devem ser iniciados lentamente, respeitando o limite de cada pessoa e depois devem ser aumentados gradativamente até cerca de 30 minutos. Nem sempre o resultado é imediato, podendo levar até 1 ano para se obter os benefícios, por isso
deve-se começar o quanto antes. Esses exercícios devem ser realizados sempre pela manhã, prevenindo-se contra a sobrecarga e esforços repetitivos durante o dia todo.
As atividades aquáticas como a natação e a hidroginástica devem ser realizadas sempre em piscina aquecida, pois a água fria contrai ainda mais a musculatura causando mais dor. A caminhada é a atividade física mais indicada pois com ela consegue-se o que é necessário para amenizar a dor e ganhar confiança no dia a dia.
Aqueça-se antes de iniciar sua atividade física para que haja uma melhora no aporte sanguíneo para os músculos e tendões, adequando a freqüência cardíaca e respiratória. Com isso ocorre melhora na resistência física para os exercícios ou mesmo para as atividades diárias, que são o mais importante.
Os alongamentos vem depois para promover o equilíbrio, coordenação motora e amenizar a dor. Os exercícios de resistência são importantes para o condicionamento cardiovascular, controle de peso e fortalecimento muscular. E por fim o relaxamento tem sua vital importância, pois visam desacelerar o organismo para retornar à sua rotina.
Fazer exercícios físicos é uma medida saudável e importante para o portador dessa doença e seus benefícios são comprovados, então comece hoje mesmo! O início é sempre um desafio à vencer!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dores musculares localizadas na fibromialgia – a dor miofascial
A fibromialgia é entendida como um quadro de dor difusa, manifestada especialmente na musculatura. Este é um conceito importante, pois não se pode fazer o diagnóstico da fibromialgia em pessoas que têm dor em somente uma parte do corpo, mesmo que esta dor seja crônica.
Porém, existe um tipo de dor crônica localizada que o paciente com fibromialgia deve estar bem familiarizado e orientado de como lidar: a dor miofascial.
O que é isto? Bem, a dor miofascial é provavelmente uma das causas mais comuns de dor localizada. É aquele ponto na musculatura que está tão contraído que o músculo forma um verdadeiro nó, ou “caroço”. A maioria das pessoas tem ou terá um destes pontos em alguma ocasião de suas vidas. Os mais típicos aparecem no pescoço ou nos ombros, quando se está tenso, mas eles podem aparecer em qualquer músculo do corpo.
Estes “caroços” recebem o nome técnico de “pontos-gatilho”. Eles são assim chamados porque, quando estimulados, “disparam” uma dor irradiada que segue o trajeto do músculo. Eles são diferentes dos pontos dolorosos na fibromialgia, que simplesmente são locais de maior sensibilidade à dor, e que não apresentam dor irradiada à distância. A diferenciação dos dois no mesmo paciente pode ser difícil, mas um médico experiente pode identificá-los e individualizá-los.
Qual a importância destes pontos? Quando o paciente não é portador de fibromialgia, o grande problema da dor miofascial é que o diagnóstico demora a ser feito. Como a dor é irradiada, muitas vezes o diagnóstico é feito levando-se em conta o trajeto de nervos, não do músculo. Por exemplo, um ponto-gatilho na nádega induz uma irradiação para o membro inferior que lembra muito uma ciática. Porém, neste caso não há compressão do nervo ciático por uma hérnia de disco, mas uma contração muscular intensa com dor irradiada. Esta demora em se fazer o diagnóstico e por conseqüência o tratamento adequado leva a uma contração muscular crônica, que em alguns pacientes predispostos podem começar a envolver toda a musculatura, levando finalmente a fibromialgia.
No paciente com fibromialgia já estabelecida, a presença de pontos gatilhos deve ser detectada, pois esta dor pode “alimentar” o processo de amplificação de dor que já está ocorrendo no paciente. Neste caso, a dor miofascial é chamada de um “gerador periférico de dor central” e o seu tratamento é fundamental para a melhora do paciente como um todo.
Como estes pontos-gatilho são tratados? Habitualmente, o paciente melhora muito com exercícios de alongamento e exercícios aeróbicos. Como o paciente precisa relaxar a musculatura, um bom sono é necessário. A maioria destes pacientes apresenta sono não reparador, como os pacientes com fibromialgia. Medicações para o sono são usadas então para corrigir este fato. Medicações analgésicas e relaxantes musculares também são usadas, para alívio sintomático da dor. Massagem local e acupuntura proporcionam alívio, mas este geralmente é temporário. Uma técnica conhecida como agulhamento, que é a injeção de anestésico local no ponto doloroso, seguida de estimulação com a ponta da agulha, oferece melhores resultados, principalmente se associada com alongamento muscular intensivo.
Eduardo S. Paiva
Reumatologista
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sinais e Sintomas
A dor é o sintoma mais importante na fibromialgia.
Ela geralmente é sentida em todo o corpo, embora possa começar em uma região, como pescoço ou ombro, e se espalhar para outras áreas após algum tempo.
A dor em fibromialgia tem sido descrita de várias maneiras, dentre as quais ardência, incômodo, rigidez e fisgadas.
Geralmente varia com a hora do dia, tipo de atividade, clima, padrão de sono e estresse.
A maioria das pessoas com fibromialgia dizem que sempre sentem um pouco de dor.
Elas sentem dor principalmente nos músculos e dizem ter a sensação de como se estivesse constantemente gripadas.
Para algumas pessoas com fibromialgia, a dor pode ser severa.
Embora o exame físico geral seja usualmente normal e essas pessoas pareçam sadias, um exame cuidadoso de seus músculos revela áreas bastante sensíveis em determinados locais (veja a figura abaixo).
A presença e padrão desses característicos pontos sensíveis com sintomatologia de dor distingue a fibromialgia de outras condições.

Os círculos desta figura indicam as várias localizações dos pontos sensíveis.
Os critérios de classificação definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR-1990) são:
História de dor difusa, persistente por mais de três meses, presente tanto do lado direito e esquerdo do corpo, quanto acima e abaixo da cintura. A dor também deve apresentar-se em pelo menos um segmento do esqueleto axial (cervical, torácico, lombossacro);
Dor em 11 dos I8 pontos dolorosos durante a palpação digital realizada com uma pressão aproximada de 4kg/cm2.
São eles:
1 e 2, Occipital (2)
bilateral, nas inserções do músculo suboccipital.
3 e 4, Cervical baixo (2)
bilateral, na face anterior dos espaços intertransversais em C5-C7.
5 e 6,Trapézio (2)
bilateral, no ponto médio da borda superior.
7 e 8, Supraespinato (2)
bilateral, na origem, acima da espinha escapular, próximo da borda medial.
9 e 10, Segunda costela (2)
bilateral, na segunda junção costocondral, lateral às junções nas superfícies superiores.
11 e 12, Epicôndilo lateral (2)
bilateral, 2 cm distal dos epicôndilos.
13 e l4,Glúteos (2)
bilateral, nos quadrantes superiores externos das nádegas na dobra anterior do músculo.
15 e 16,Trocanter maior (2)
bilateral, posterior à proeminência trocantérica.
17 e 18,Joelhos (2)
bilateral, no coxim medial proximal à linha dos joelhos.
Pessoas com fibromialgia reagem com dor quando se pressiona muitos desses locais.
A dor é o sintoma mais importante na fibromialgia.
Ela geralmente é sentida em todo o corpo, embora possa começar em uma região, como pescoço ou ombro, e se espalhar para outras áreas após algum tempo.
A dor em fibromialgia tem sido descrita de várias maneiras, dentre as quais ardência, incômodo, rigidez e fisgadas.
Geralmente varia com a hora do dia, tipo de atividade, clima, padrão de sono e estresse.
A maioria das pessoas com fibromialgia dizem que sempre sentem um pouco de dor.
Elas sentem dor principalmente nos músculos e dizem ter a sensação de como se estivesse constantemente gripadas.
Para algumas pessoas com fibromialgia, a dor pode ser severa.
Embora o exame físico geral seja usualmente normal e essas pessoas pareçam sadias, um exame cuidadoso de seus músculos revela áreas bastante sensíveis em determinados locais (veja a figura abaixo).
A presença e padrão desses característicos pontos sensíveis com sintomatologia de dor distingue a fibromialgia de outras condições.

Os círculos desta figura indicam as várias localizações dos pontos sensíveis.
Os critérios de classificação definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR-1990) são:
História de dor difusa, persistente por mais de três meses, presente tanto do lado direito e esquerdo do corpo, quanto acima e abaixo da cintura. A dor também deve apresentar-se em pelo menos um segmento do esqueleto axial (cervical, torácico, lombossacro);
Dor em 11 dos I8 pontos dolorosos durante a palpação digital realizada com uma pressão aproximada de 4kg/cm2.
São eles:
1 e 2, Occipital (2)
bilateral, nas inserções do músculo suboccipital.
3 e 4, Cervical baixo (2)
bilateral, na face anterior dos espaços intertransversais em C5-C7.
5 e 6,Trapézio (2)
bilateral, no ponto médio da borda superior.
7 e 8, Supraespinato (2)
bilateral, na origem, acima da espinha escapular, próximo da borda medial.
9 e 10, Segunda costela (2)
bilateral, na segunda junção costocondral, lateral às junções nas superfícies superiores.
11 e 12, Epicôndilo lateral (2)
bilateral, 2 cm distal dos epicôndilos.
13 e l4,Glúteos (2)
bilateral, nos quadrantes superiores externos das nádegas na dobra anterior do músculo.
15 e 16,Trocanter maior (2)
bilateral, posterior à proeminência trocantérica.
17 e 18,Joelhos (2)
bilateral, no coxim medial proximal à linha dos joelhos.
Pessoas com fibromialgia reagem com dor quando se pressiona muitos desses locais.
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